Sugerimos os materiais necessários para a confecção do brinquedo, como brincar e os objetivos. É claro que poderão ser feitas adaptações, de acordo com os objetos disponíveis, as condições de realização e as necessidades identificadas pelo educador.
BEM-VINDOS
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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020
TENHO UM ALUNO AUTISTA… O QUE FAÇO?
Como atingir esse aluno? O que fazer com ele em sala da aula? Como
dou aula para a classe e para ele? São muitos os questionamentos sobre o
assunto, portanto decidi numerar algumas dicas para ajudar!
Seja específico e procure pedir coisas para o autista em ordem, em
sequência de ações.
- Procure
não aumentar sua linguagem! Seja muito específico, simples e concreto. Se
vai sair com os alunos para o parque, por exemplo, diga em sequência
“Guarde os lápis, feche o caderno e faça fila. Vamos ao parque”. Procure
não aumentar a fala, dizendo, por exemplo, “Olha só que dia lindo! Já está
na hora de parar um pouco a lição. Quero que todo mundo feche os livros e
faça fila para irmos ao parque!” Se falar tanto assim, seu aluno autista
certamente ficará confuso.
- Deixe
as regras sociais específicas para o aluno, explique sobre esperar a vez e
como é adequado ter uma distância do colega, socialmente, por exemplo.
- Não
proponha escolhas com muitas opções. Limite-se a lhe dar no máximo duas ou
três opções de escolha nas atividades.
- Se
você pedir algo ao aluno e ele não parecer reagir, reformule seu pedido ou
pergunta. Uma outra dica é perguntar ao aluno “O que eu disse agora?”
- Não
use linguagem figurada, sarcasmo ou outros vícios de linguagem, pois
crianças com autismo não compreendem esse tipo de recurso. Tudo para eles
é muito literal. Se você disser, por exemplo, “Passem zíper na boca,
agora” para pedir silêncio, seu aluno irá ficar confuso, perguntando-se
como poderia fazer isso.
- A
rotina do aluno deve ser fixa. Ajuda muito que ele consiga se organizar
mais autonomamente.
- Autistas
têm dificuldade em identificar início e fim. É recomendável que o
professor deixe claro por meio de referências. Se deseja, por exemplo, a
sala limpa depois de um recorte, mostre uma figura ou aponte para uma mesa
de aluno que já tenha retirado os recortes de cima dela. Eles são
extremamente visuais!
- Fale
diretamente com o aluno. Mesmo que tenha dado uma instrução para a turma,
talvez o aluno não perceba que ele está incluído. Ao final, apenas chame-o
pelo nome e repita a instrução objetivamente.
- Evite
os super estímulos. Quanto menos estímulos visuais na sala, melhor seu
aluno poderá se focar e se concentrar. Paredes coloridas podem ser
péssimas para alguns autistas. Alguns outros podem ainda se mostrar
incomodados com o barulho.
- Se
você conseguir unir a lição à interesses particulares, certamente
conseguirá também bons resultados.
- Evite
inserir o aluno com autismo em brincadeiras mais sociais que ele possa não
entender, não gostar ou se sentir deslocado. Isso pode provocar raiva ou
fúria. Prefira grupos menores e com alunos com os quais o aluno se sinta
confortável.
Fonte:
http://professorajanainaspolidorio.com/tenho-um-aluno-autista-o-que-faco/
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